Papões versus Vida
Já devia saber isto por experiência própria; o meu filho mais velho, enquanto criança, tinha muitos “medos” e nas consultas a que ia, o psicólogo pedia-lhe para desenhar os monstros que via numa folha de papel, folha essa que era deitada para o lixo quando terminava a consulta. Ele dizia-me: “Main, continuo a ver os monstros. Eles vieram comigo.” Mas um dia, acabaram por ficar num caixote do lixo que ficou no passado.
E os meus “papões” têm-me vindo a deixar aos poucos. Agora acordo com vontade de ver o dia nascer e me deito porque o Sol já se pôs. E a intensidade dos momentos vividos, os bons e os menos bons, é tão grande, que o lápis é substituído pelas páginas que vou desfolhando deste novo livro do qual sou a autora: Vida!...
As minhas desculpas à ausência nos vossos “cantinhos”, que foram e me são queridos. Mas…
Eugênio Leandro






