quinta-feira, outubro 25, 2007

Desencanto


O afecto que se debita em palavras versus a indiferença que se regista nas atitudes

terça-feira, outubro 09, 2007

Claridade


Adoro ver-te assim semi-nua
Encontrando em cada pedaço teu
Momentos que se dirigiram à Lua
Histórias cujos limites eram o Céu

Ainda há pouco estavas preenchida
Por corpos que em ti se espraiavam
Entregues à preguiça de não fazer nada
Mentes que em ti repousavam

Gosto mais da tua nudez
Sentindo em cada grão liberdade
Em que inicio o sonho: "Um dia talvez..."
Perco-me em ti Claridade...

terça-feira, outubro 02, 2007

Dissertação que tem por base uma insónia (por isso não liguem)

Antes de mais, começo por dizer que teria que colocar algumas vezes a tão conhecida expressão: "Não há regra sem excepção", mas aqui fica esta ressalva.
Amor eterno. Ahahahah!!! Chiça! Lá vem esta fulana falar outra vez de amor. Que me desculpem, mas sou viciada no amor.
Continuando...amor eterno...quando se fala nele vem logo a afirmação que só existe um amor eterno - o dos pais pelos filhos. E sabem que mais? Concordo em absoluto. O amor que nutro pelos meus filhos será, sem dúvida, eterno. O que venho para aqui divagar é porque o será. Pois!...E por muitas voltas que dê e por muitas palavras que tente encontrar, tudo se resume a algo muito simples: é um amor que se dá sem nada esperar em troca. Dá-se no seu estado puro sem egocentrismos. Enquadro-o no campo do amor espiritual (o verdadeiro) onde, entre muitas outras coisas, não se mistura com o prazer da carne.
Continuando a falar de amor eterno (porque ele existe sob vários formatos) há a amizade eterna. Tambem a amizade é alimentada pelo amor (já o disse várias vezes e repito, a diferença entre amigos e amantes é a cama). Quem não acredita em amizade eterna? Eu acredito! Tambem a esta eternidade falta uma componente: o prazer da carne.
Agora vejamos os casais enamorados que fazem juras de amor eterno, acreditando que aquele(a) é o(a) tal. Quantos destes amores são eternos? Cá para mim, acho que muito poucos!... Aliás, será que sob este "formato" existem amores eternos?!...
Então o que corrói o amor? Humildemente e na minha condição de humana (errar é humano) é a carne e tudo o que é "terreno".
Vejamos os frutos luzidios, irresistiveis, balouçando nos braços que lhes deram vida. Caem à terra e o que lhes acontece? Apodrecem!...
Quanto a vocês não sei, mas eu quero ser a excepção, que vou colher um qualquer fruto e perpetuá-lo para todo o sempre, porque apesar de tudo, acredito no tal de amor eterno!...