terça-feira, janeiro 30, 2007

Papões versus Vida

Cheguei à conclusão que a minha relação com a escrita, se torna imprescindível quando não estou bem comigo e com os outros, mas principalmente quando não estou bem comigo. Uma forma de libertar os “papões”, como que a expulsá-los para uma folha de papel e a pedir-lhes para não voltarem.
Já devia saber isto por experiência própria; o meu filho mais velho, enquanto criança, tinha muitos “medos” e nas consultas a que ia, o psicólogo pedia-lhe para desenhar os monstros que via numa folha de papel, folha essa que era deitada para o lixo quando terminava a consulta. Ele dizia-me: “Main, continuo a ver os monstros. Eles vieram comigo.” Mas um dia, acabaram por ficar num caixote do lixo que ficou no passado.
E os meus “papões” têm-me vindo a deixar aos poucos. Agora acordo com vontade de ver o dia nascer e me deito porque o Sol já se pôs. E a intensidade dos momentos vividos, os bons e os menos bons, é tão grande, que o lápis é substituído pelas páginas que vou desfolhando deste novo livro do qual sou a autora: Vida!...
As minhas desculpas à ausência nos vossos “cantinhos”, que foram e me são queridos. Mas…


"Tantos livros na estante. E acabo folheando o coração."
Eugênio Leandro



quinta-feira, janeiro 25, 2007

Sem título

Duas almas que envolvem um corpo
Uno, indivisível, complemento
O teu prazer é o meu conforto
O meu desejo o teu alimento

- Vem-te para mim!
Dizes-me tu de mansinho
- Vou ser tua, sim!
Envolve-o no teu ninho

Adoro perder-me em ti
Não me querendo encontrar
E quando me encontro em mim
Perde-te em mim para te amar

terça-feira, janeiro 23, 2007

Será que não?!...


Amores não se comparam.

São únicos. Têm o seu espaço, o seu tempo, circunstâncias, características próprias. Quando, se, terminam, deixam um buraco, um vazio que custa a preencher. Mas o tempo tapa-o. Com os momentos bons, ficando sempre frestas provocadas pelas pontas aguçadas que dilaceraram e esventraram o que até então parecia perfeito. Existirá a perfeição?

Amores não se comparam.

Essas frestas são travões à luz. Paradoxo? Aparentemente sim, mas para tapá-las só uma nova luz que teimamos em não deixar entrar. Medo que nos ofusque, nos cegue e que essas mesmas frestas se transformem em buracos irremediavelmente esburacados. Mas ela acaba por entrar. Frouxa inicialmente, mas que recebemos como se estivessemos estado uma vida inteira na penumbra. Uma luz única, diferente, especial. Que nos guia o presente e ofusca o passado. Mas se esta luz fica trémula...teremos saído da penumbra?

Amores não se comparam.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Se...

Se caminhasse à velocidade do pensamento
Iria beber no teu olhar a seiva do meu alimento

terça-feira, janeiro 16, 2007

...ainda "as mudanças"...


O Sábio Árabe

Aos vinte anos tinha uma oração: ”Meu Deus, ajuda-me a mudar este mundo tão insustentável, tão impiedoso”. E durante os vinte e um anos seguintes, lutei como uma fera para constatar que afinal nada tinha mudado.

Aos quarenta anos, tinha apenas uma oração: “Meu Deus, ajuda-me a mudar a minha mulher, os meus pais e os meus filhos!” Durante vinte anos, lutei como uma fera para no final constatar que nada tinha mudado.

Agora sou um homem velho e apenas tenho uma oração: “Meu Deus, ajuda-me a mudar-me”. E eis que o mundo à minha volta muda!

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Cumplicidade

E na calada da noite
A partilha do momento
As estrelas brilham
A lua sorri
O silêncio é de ouro
Cúmplices
A uma só voz

sexta-feira, janeiro 05, 2007

...

As grandes mudanças acontecem de dentro para fora
Bom fim de semana :)

terça-feira, janeiro 02, 2007

Mote para 2007

No desassossegado sossego
No tranquilo turbilhão
Ponteiros rodam sem apego
Os segundos segredam com emoção:
Encontraste-a finalmente
A tal...a única...
Que no seu regaço te embala
E te abraça sem conflitos
É ela...a tão desejada:
Paz de Espírito!...