sexta-feira, junho 30, 2006

Bom fim de semana

"Quero sentir teu beijo quente arrepiando a minha pele,
dando inveja a tanta gente."
(M.Z.)

E façam favor de ser felizes!... :-)

Floresta


Quero desbravar-te
Como se de uma floresta virgem se tratasse

As minhas mãos são as serras
Que lentamente fazem entrar
Raios de sol, luz, claridade
E o beijo do luar

A minha língua
É a catana
Que te deixa marcas
Da seiva que derramas

Os meus desejos são
Os murmúrios do vento
Que te sopram a magia
De uma noite de Verão

Sou a tua floresta virgem
Quero ser tua, sim!...

quinta-feira, junho 29, 2006

Intervalos


Entre a passa num cigarro
E um gole num copo de whisky
As palavras brotam
O silêncio afaga-as
E eu sorrio!...

quarta-feira, junho 28, 2006

(In)dependência

"...Não gosto de drogas. São elas que gostam de mim. Não é fácil gostar de mim. Por vezes estou tão perdido, tão sem falta de mim que vou buscar às drogas a ilusão de que sou eu. Ou que deixei de ser eu e passei a ser um outro qualquer. Tudo menos eu. Simplesmente adormecer, por vezes é tão difícil. Quando a lucidez se torna insuportável, quando a realidade me arrasa, quando o tempo bate devagar, muito devagar, à cadência ensurdecedora dos segundos. Porque o tempo, esse nunca se cansa. E por vezes encontramo-nos diante de uma porta fechada e a chave para sempre perdida...."
in "Os corações também se gastam"
Pedro Paixão


Ontem, hoje, amanhã, sempre

Pessoas que se entregam ao vazio
Olhos estampados num rosto frio

Beijam a dor
Riem com lábios sem cor
Amam desconhecendo o amor
Nadam num lago lamacento
Choram lágrimas em desalento
Olham a morte a todo o momento

Amanhã é tarde demais
Solta a angústia que te sufoca
Sente a dor quando cais
Abandona a tua toca
Sonha sem teres medo
Saboreia a tua solidão
Imagina repartir o teu degredo
Numa sala vazia de incompreensão
Onde és o Rei, és Homem, és Amor em Segredo!

terça-feira, junho 27, 2006

Prazer

Esta noite acordei
Debaixo de mim
Completamente molhada
Possuíste-me
Sem ter sido tocada

segunda-feira, junho 26, 2006

Ilusão versus desilusão

Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão. De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões, mais frequentes do que as outras, estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros, tão cinzentos, em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.
A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros. A vida é o que é, e não pode ser mais do que isso.
Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: por conhecimento próprio ou porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo...
A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde, lentamente ou de um dia para o outro, o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso.
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, emigrarmos... E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar...
Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor.
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão, há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo: consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas...terminam.
Aquilo que procuramos, faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar: é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura...
De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.

sexta-feira, junho 23, 2006

Bom fim de semana


Um bom fim de semana para tod@s...
Quando o Sol apertar aproveitem as sombras dos jardins !...

Sombras e ecos

Abriste a porta, fechaste e partiste.
Porque é que não a consigo abrir e mandar-te embora?!...

quinta-feira, junho 22, 2006

Amizades Virtuais

Amizades Virtuais são feitas com rapidez
Feitas e perdidas,
Geralmente sem sequer um encontro pessoal.
Quantos amigos perdemos no espaço virtual?
Nunca paramos para contar nem para imaginar
o quanto pode ter nos custado essa perda.
Alguns desaparecem,
somem nervosos como um sopro de tempestade.
Outros saem tão silenciosamente
quanto o virar de uma página.
Muitos voltam, embora não saibamos
quando voltarão.
Voltam assim de repente sem
nenhuma razão aparente.
Enquanto há outros que nunca
mais retornam.
Pela perda de alguns a responsabilidade é nossa.
Uma palavra grosseira e nós somos
deixados sozinhos.
Depois ficamos intrigados e magoados
quando não recebemos retorno
de uma mensagem ou quando
alguns nos evitam.
O número de amigos virtuais
é incontável e, por muitas vezes,
eles são perdidos para sempre.
Poderíamos parar por um momento
durante o nosso tempo on-line...
E ficarmos atentos para sentir o que
pode estar acontecendo...
Um som que ouvimos...um distante gemido
pode ser o som da amizade morrendo...
autor desconhecido

Desejo-te as maiores felicidades Arion, uma vez que nem o teu nome verdadeiro conheci. Obrigada pelas tuas palavras de conforto e carinho enquanto por aqui andaste. Hoje "perdi" um amigo virtual e guardei-o num cantinho do meu coração!...

quarta-feira, junho 21, 2006

Para ti...

É assim... sou bem novinha tenho 21 anos, mas se quiseres falar comigo terei muito gosto! Não sei o que poderei fazer por ti, mas sei que ouvir-te e dar-te apoio isso posso bem fazer!
Bjs….!

Foi assim que entraste na minha vida há quase um ano. Entraste para não mais sair. Tenho a certeza, porque sinto, que a nossa amizade é e será sempre aquela Amizade que nem o tempo nem a distância vai fazer esmorecer. Antes pelo contrário…cada dia que passa solidifica-a e engrandece-a. Hoje fiquei orgulhosa de ti, mais uma vez, pela pessoa especial que és. E sinto-me lisonjeada com a partilha que me vais dando dos bons e maus momentos. Que ninguém te faça desistir dos teus sonhos e de lutar pelos teus valores. Porque esses, são os que de facto dão sentido ao que nós denominamos de Vida. Foi isso que me ensinaste e é isso que eu não te vou deixar esquecer nunca. Adoro-te miúda!...E PARABÉÉÉÉNS!!!!!!!!!!

terça-feira, junho 20, 2006

Encantos...

Hoje encontrei no bolso do bibe do meu piquinino um papel com uma pergunta da professora:
"Durante este ano lectivo o que gostaste mais e o que gostaste menos?"
Ao que ele respondeu:
"Eu gostei de comtas dividir gostei dos meus amigos e da profesora. Eu gostei meno foie de lingoa portugesa".
Meu amor, como eu te entendo (era bom que desses menos erros...). Os amigos e a professora é normal, ainda bem...as contas de dividir, só precisas de saber as tabuadas, não é muito difícil, mas tens que te aplicar mais, tens que as trautear vezes sem conta... já a Língua Portuguesa... ui...palavras...são tão traiçoeiras...apesar disso, espero que um dia te encantem, pois são a nossa forma de expressão imediata, ainda que nem sempre consigamos fazer chegar as mensagens aos outros da forma mais correcta, e interpretar as mensagens dos outros da forma mais certa!...

Imensidão

Na imensidão do teu olhar
Perdi-me e naveguei
Nas tuas ondas baloucei

Perdi as minhas raízes
Arranquei-as…fustiguei-as

Qual rosa dos ventos
Norte de paixão
Sul de ternura
Este de tesão
Oeste de loucura
Qual rosa de sentimentos

Na imensidão do teu sorriso
Encontrei-me e caminhei
Os teus trilhos desbravei

Esqueci os meus valores
Enterrei-os…matei-os

Na imensidão do teu ser
Encontrei-me e perdi-me
Naveguei
Caminhei
Sucumbi
Morri

Dúvida

imagem daqui

Como é que é possível acabar uma coisa que não tenha sequer chegado a começar? Só faz sentido se não tiver existido...Será?!...

Tarefas

Quando se partilha uma vida com alguém, invariavelmente existem tarefas que são normalmente feitas por esta ou aquela parte. Hoje, há pouquinho, acabei de conseguir desmontar aquelas cabanas que com 1 "click" se montam, mas são precisos 50 "clicks" para se arrumarem. Ao fim de 15 dias, consegui finalmente arrumar a dita. O pior, é que presumo, que amanhã o puto vai pedir para a montar outra vez. Esta vida não é fácil...mas hoje vou dormir com a cabeça muito mais arrumadinha!...

segunda-feira, junho 19, 2006

Casa comigo em Agosto

Andava há já algum tempo para comprar este livro de Pedro Paixão - Os corações também se gastam. Calhou este fim de semana e deliciei-me...fica aqui um excerto de um dos textos que compõem o livro. Porquê? Porque me apeteceu...
"...
Sabemos tantas coisas e depois não sabemos responder às perguntas mais simples. Onde, porquê e para quê. É este o absurdo dos estranhos dias que vivemos. É dele que somos feitos, não tenhas medo. O que sentes agora? Confusão. Porque não te deitas no chão ao meu lado e paras de andar de um lado para o outro como se algo de invisível te perseguisse? O invisível és tu. És tu que te persegues, Simão. Porque não sossegas? Porque continuo confuso. Cada vez mais confuso. E tu, Sofia? Tudo em mim é desacordo. O que sou e o que faço, o que queria fazer e o que vou fazendo, as minhas próprias ambições se contradizem. Quero viver no céu e mergulhar no mar. No princípio foi difícil. Parecia-me violentamente puxada para um lado e para o outro, estilhaçada, sem poder decidir. Queria viver tudo, mau ou bom pouco importava. Queria experimentar tudo, tanto o que faz bem como o que faz mal. Queres alguma coisa de mais frágil e preciosa do que a vida? De mais sagrado? Aceitar que é assim, é aceitar o desacordo. Se não fosses assim eras uma coisa com contornos, com um peso e um tamanho. Serias como este sofá. E não é possível um sofá sentar-se num sofá. Agarra no sofá e deita-o pela janela fora e depois vem deitar-te ao meu lado.
Pelo menos já conseguimos alguma coisa, dizes. O quê? Começar. Agora basta continuar.
..."

Nova geração IV

sexta-feira, junho 16, 2006

Sem mais...

À beirinha do fim de semana deixo esta musica a tocar. Sem mais...

Nova geração III

quarta-feira, junho 14, 2006

...


Amigo, meu confidente
Mulher ou homem é indiferente
Importa sim sentir-te presente
Ganhar o prazer de ser gente
Ouvindo, falando, partilhando o silêncio somente

Quero encontrar-te, preciso de ti
Um dia, uma noite, mês após mês
Es a esperança de um livro que não li
Rosto alegre que agente não vê
Onde é que estás? Eu estou aqui!
-
Traz-me um pouco da tua verdade
Encontra em mim a tua realidade

Cadeira vazia, minha companheira
Ontem, hoje, agora, neste momento
Mistérios de uma vida sem eira nem beira
Ilusões vividas em desalento
Grito de liberdade abafado cá dentro
Ouve-me amiga, confidente, companheira

Nova geração II

terça-feira, junho 13, 2006

Saudade

Deixo-te aqui uma flor que existe no jardim da casa onde moraste a maior parte da tua vida. Está no sítio onde em tempos foi uma pocilga e me mostraste o milagre do nascimento de 9 bácoros. Lembras-te? Aquela casa onde tanta vez me fizeste o "cavalinho", me sorriste, me protegeste e me embalaste com a doçura e ternura que te eram inatas. Já partiste há 16 anos mas eu sei que continuas a olhar por mim onde quer que estejas. Parece que foi ontem. Estiveste, estás e estarás sempre comigo. Eu sei!...

Liberdade

Não existe nó
Nem amarra
Nem algema

Não existem trancas
Nem grades
Nem correntes

Não existe corda que me prenda
Nem braços a que me renda

Sou capaz de me livrar de tudo
Menos daquilo que me aprisiona

Mas nem tudo o que nos ata
Nos pode prender
E só amando
Serei livre até morrer!...

Nova geração I

segunda-feira, junho 12, 2006

Raio de Sol

Hoje senti um raio de sol entrar pela minha janela. Vinha repleto de luz, calor, esperança. Guardei-o numa caixinha prateada que tenho no meu quarto. Assim, nos dias mais cinzentos, abro a caixinha e deixo que o raio os ilumine e lhes traga algumas cores. Por certo que os meus dias a partir de hoje vão passar a ter um colorido diferente.

No comments


P.S. Acabei de receber por mail - mudam-se os tempos, mudam-se os costumes!...

domingo, junho 11, 2006

Será?!...

Será que ainda me resta tempo contigo,
ou já te levam balas de um qualquer inimigo.
Será que soube dar-te tudo o que querias,
ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias.
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer.
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul.
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia.
Será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer.
Será que é de febre este fogo,
este grito cruel que da lebre faz lobo.
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri.
Será que lá fora os carros passam ainda,
ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda.
Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes.
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de luar.
Será que as casas cantam e as pedras do chão,
ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão.
Será que sabes que hoje é Domingo,
ou os dias não passam, são anjos caindo.
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir.
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós.
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra.
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer.
Eu sei que tu estarás sempre por mim
Não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.
Não partas então, não me deixes sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
Será,
Será,
Será!
Pedro Abrunhosa

sexta-feira, junho 09, 2006

Bom fim de semana

Here is a little song I wrote
You might want to sing it note for note
Don't worry be happy
In every life we have some trouble
When you worry you make it double
Don't worry, be happy......
Ain't got no place to lay your head
Somebody came and took your bed
Don't worry, be happy
The land lord say your rent is late
He may have to litigate
Don't worry, be happy
Look at me I am happy
Don't worry, be happy
Here I give you my phone number
When you worry call me
I make you happy
Don't worry, be happy
Ain't got no cash, ain't got no style
Ain't got not girl to make you smile
But don't worry be happy
Cause when you worry
Your face will frown
And that will bring everybody down
So don't worry, be happy (now).....
There is this little song I wrote
I hope you learn it note for note
Like good little children
Don't worry, be happy
Listen to what I say
In your life expect some trouble
But when you worry
You make it double
Don't worry, be happy......
Don't worry don't do it, be happy
Put a smile on your face
Don't bring everybody down like this
Don't worry, it will soon past
Whatever it is
Don't worry, be happy!...

quinta-feira, junho 08, 2006

Preto no branco II

Engraçado. Estava "agendado" um outro título para este post: "Viagem II". O II mantém-se...haja alguma coerência.
O anterior tambem se poderia ter chamado "10 minutos I" e este "10 minutos II"...manter-se-ia a coerência dos 10 minutos, o que também não fugia à realidade. O tempo é muito relativo..."coisas" que podem demorar anos, meses, semanas, dias...podem-se resumir em 10 minutos!...
Mas hoje, foi efectivamente o dia do preto no branco que terminou a preto e branco.
Mau mesmo foi ter terminado com um "boa noite", tipo aqueles vendedores de aspiradores que mandamos dar uma volta e se despedem com: "boa noite"...e se forem minimamente educados ainda dizem: "desculpe o incómodo" ou "desculpe o tempo que lhe roubei"!
Mas com este Sol e este calor que nos tem brindado nestes últimos dias, espero que o dia de amanhã traga algumas cores e outras loucuras...pois, é isso mesmo...cheguei à conclusão que sou uma louca. E sabem que mais? Gosto da minha loucura!...

Preto no branco

Terminou hoje. Encerrou-se um capítulo. É o virar de uma nova página.
Não era suposto:
sentir este aperto no peito
ser invadida por lembranças esbatidas no tempo
estar triste.
Quero fechar os olhos e descansar
Quero uma música de embalar
Quero esquecer
Quero amar
Quero viver

(...)

Hoje comprei uma bicicleta de duas rodas. As tradicionais.
Esta arrumei-a no sotão.
E a propósito de bicicletas, lembrei-me dos inolvidáveis Queen!...

quarta-feira, junho 07, 2006

Viagem

Estou tão cansada!... Já não me consigo olhar, não me consigo ouvir, não me consigo sentir. Estou cansada de mim. Farta de me aturar. Gostava de tirar férias de mim. Não há locais paradísiacos que me salvem. A viagem que tenho adiado torna-se imperativa e vai ser tão dolorosa. Não vou gostar do que vou encontrar. Mas tenho que lá ir, rever todas as lembranças que fui adquirindo ao longo da vida, recolocar nos locais certos as que são de preservar e trazer para fora todas as que estão a mais e que me estão a sobrelotar. Tenho que fazer uma limpeza. O pó acumulado já me asfixia. Vou fazer hoje a marcação desta viagem solitária. Estou tão cansada!...

segunda-feira, junho 05, 2006

Gosto destes meninos...

Aconteceu...
E por me teres feito cego
Recordo o sabor da tua pele
E a calor de uma tela
Que pintámos sem pensar.
Ninguém perdeu,
E enquanto o ar foi escuro
Despidos de passados
Talvez de lados errados
Conseguiste me encontrar.
Foi dança
Foram corpos de aço
Entre trastes de guitarras
Que esqueceram amarras
E se amaram sem mostrar.
Foi fogo
Que nos encontrou sozinhos
Queimou a noite em volta
Presos entre chama à solta
Presos feitos para soltar...
Estava escrito
E o mundo só quis virar
A página que um dia se fez pesada
E o suor
Que escorria no ar
No calor dos teus lábios
Inocentes mas sábios...
No segredo do luar.
Não vai acabar
Vamos ser sempre paixão
Vamos ter sempre o olhar
Ao nível de ninguém
Dei-te mais...! valeu a pena voar...
Estava escrito
E a noite veio acordar
A guerra de sentidos travada num céu
Nem por um segundo largo a mão
Da perfeição do teu desenho
E do teu gesto no meu...
Foi como um sopro estranho...
...e aconteceu...
És fogo em mim,
És noite em mim.
És fogo em mim.
Toranja
Mas tens que ser luz ou escuridão!...

Chega!...

Estou farta de palavras
Num universo de 1.000
Tenho a sensação que já usei 10.000
Chega!
Ideias, conceitos, fantasias
Rimas, melodias
Cansei!
Não tenho nada mais a dizer
Tenho que fazer
Agir, ser!
Fui uma mentira a vida inteira
Cobarde desde que me conheço
Não vou viver na sombra
de um sonho que me aqueça!
Chega de ilusão!
Já não me consigo ouvir
tenho que partir
por muito que doa
sentir que é...NÃO!...

sábado, junho 03, 2006

Segundos preciosos


Neste ar rarefeito
Sinto o teu cheiro
Inspiro-o
Sustenho a respiração
Abraço-o
Contra o meu peito
E perco-me nesta ilusão

sexta-feira, junho 02, 2006

Malmequer

Malmequer
Bem me quer
Muito
Pouco
Nada
Foram imensas as vezes que durante a minha infância e tenra adolescência, o momento de interacção entre mim e o malmequer, era vivido quase como a verdade absoluta. Retirar pétala a pétala, rezando para que a última fosse o que queria "ouvir".
Confesso que revivi esse momento há muito pouco tempo. Apanhei um malmequer e fui retirando pétala a pétala...regressei à minha meninice. Foi uma sensação estranha e ao mesmo tempo tão real. O coração batia com a mesma intensidade de há um bom par de anos atrás...senti-me a mesma criança, com o mesmo querer acreditar que o malmequer me ia ditar a minha sina!
Pena não ter apanhado o malmequer ao lado...por certo teria uma ou duas pétalas a mais ou a menos!...

Adormecer...


A noite já entrou
e com ela a escuridão
tento encontrar a tua mão
em vão
Fecho os olhos
tentando queimar a saudade
recordo o teu olhar
que me percorre, me invade
Esta sede do teu corpo
a falta que tenho de ti
neste quarto vazio
sufoca, corrói, dói
Afundo o pensamento
quero lembrar-me de te esquecer
mas a minha pele, apela
o desejo de te ter
Ouço uma melodia
no siêncio da tua voz:
"Talvez um dia..."
E deixo-me adormecer...

quinta-feira, junho 01, 2006

É urgente

Há momentos em que um:
"Olá, estou bem!..."
Representaria o renascer
de uma vida
de um ser
um coração a bater...
Foge-me o chão
é urgente
saber
sentir
ouvir:
"Quem é?"
P.S. Será que me ouves?!...

Saudade

A saudade é um lago transparente
a reflectir sempre a imagem da pessoa ausente.