segunda-feira, maio 08, 2006

Cavaleiro andante

Porque sou o cavaleiro andante
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras
Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe
Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou
Sempre que a rádio diga
Que a américa roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua
Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz
Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau
Rui Veloso

Em miúda lia imenso. Devorava todos os livros que podia. Nessa altura criei um Mundo de Fantasias que ainda hoje acredito que exista, algures...e a prova disso, é que são inúmeras as vezes que em sonho, me encontro numa praia deserta, à noite, e surge vindo do nada uma figura montada num cavalo branco, que me agarra e me leva. Não tem rosto e não me fala, mas transmite-me uma sensação de paz e felicidade indescritível.
Sonhos que me acompanham...ainda bem...uma realidade ausente que por breves momentos se torna uma realidade presente! É o acreditar que existe algures um Mundo perfeito à nossa espera. E enquanto acreditarmos não desistimos.