quinta-feira, março 30, 2006

Vou...


Mas volto...

sexta-feira, março 24, 2006

O Encontro


Gostava de estar algures aqui
Perdida no meu encontro
Caminhando, trilhando, sentindo

Somente eu
Sem passado nem futuro
O presente
Respirar liberdade
Entranhar
Perdida no momento
Um momento sem retorno
Cumplicidade absoluta
Eu e a Outra
Numa união sem luta
Eu e a Outra
Nós
Eu

terça-feira, março 21, 2006

O circo...

O circo foi algo que sempre me fascinou. Confesso que as vezes que fui ao circo enquanto criança não foram muitas. Mas vibrei das poucas vezes que me foi proporcionado assistir àquele espectáculo. Hoje, revivo todas essas emoções ao levar os meus filhos. Admiro aquelas pessoas que se entregam ao que lhes dá prazer na vida e acredito que neste caso é bem verdade – amor à profissão. Desde os acrobatas, passando pelos malabaristas, os domadores, os ilusionistas…mas sempre detestei os palhaços. Era a parte mais seca do circo. As caras sempre pintadas da mesma forma, o palhaço rico e o palhaço pobre, as mesmas piadas: “Boa noite minhas senhoras e cangalheiros!...” O papel que sempre achei mais fácil de ser desempenhado – só precisavam de dizer meia dúzia de bacoradas, pintarem-se, vestirem aqueles fatos hediondos e “voilá”, está feito…
Hoje, admiro os palhaços. Por trás de uma máscara existe uma pessoa. Independentemente do seu estado de espírito está ali para fazer rir. Quando assisto ao número dos palhaços, confesso que não me prendo propriamente com o que nos é apresentado mas com o que se encontra para além do que nos é apresentado. Tento vislumbrar o ser humano escondido no meio daqueles trapos e perceber se está ou não feliz naquele dia. Mas é muito difícil…se pensarmos que no dia a dia falamos com tanta gente que tem um rosto desmaquilhado, uma voz no seu timbre normal, veste uns trapos que até lhe ficam bem, nos cruzamos com elas e perguntamos: “Então tudo bem?” ao que respondem: “Sim, tudo óptimo.” E nós retorquimos: “Excelente!...”…não fazemos mais do que um “número de palhaços” com perguntas e respostas programadas, e sem qualquer significado relativamente ao que representam. Só com uma diferença…não temos que fazer rir, mas temos que sorrir.
Sim, hoje admiro os palhaços!...

sexta-feira, março 17, 2006

Ela e a Outra...

"...Comecei a imaginar de que maneira gostaria de estar a viver naquele momento. Eu gostaria de estar alegre, curiosa, feliz. A viver intensamente cada instante, a beber com sede da água da vida. Confiar novamente nos sonhos. Capaz de lutar pelo que queria.
Amar um homem que me amava.
Sim, esta era a mulher que eu gostaria de ser - e que de repente aparecia, e transformava-se em mim.
Senti que a minha alma se inundava com a luz de um Deus - ou uma Deusa - no qual não acreditava mais. E senti, naquele momento, a Outra deixava o meu corpo e sentava-se num dos cantos do pequeno quarto.
Eu olhava para a mulher que tinha sido até então: fraca, tentando dar a impressão de ser forte. Com medo de tudo, mas dizendo a si própria que não era medo - era a sabedoria de quem conhece a realidade. Construindo paredes nas janelas por onde penetrava a alegria do sol - para que os seus móveis velhos não ficassem desbotados.
Vi a Outra sentada no canto do quarto - frágil, cansada, desiludida. Controlando e escravizando aquilo que devia estar sempre em liberdade: os seus sentimentos. Tentando julgar o amor futuro pelo sofrimento passado.
O amor é sempre novo. Não importa que amemos uma, duas, dez vezes na vida - estamos sempre diante de uma situação que não conhecemos. O amor pode levar-nos ao inferno ou ao paraíso, mas leva-nos sempre a algum lugar. É preciso aceitá-lo, porque ele é o alimento da nossa existência. Se nos recusamos, morremos de fome, enquanto vemos os ramos carregados da árvore da vida, sem coragem para estender a mão e colher os frutos. É preciso procurar o amor onde ele estiver, mesmo que isso signifique horas, dias, semanas de decepção e tristeza.
Porque no preciso momento em que partimos em busca do amor, também ele parte ao nosso encontro.
E salva-nos."
"Nas margens do Rio Piedra sentei e chorei"
Paulo Coelho

terça-feira, março 14, 2006

É tão bom sonhar...


Make believe we've landed
On a desert Island.
Bathe me in the waters,
Warm me in the moonlight,
Taste me with your kisses,
Find my secret places,
Touch me 'till I tremble,
Free my wings for flying
And catch me while I'm falling.
Keep your arms around me
Like there's no tomorrow.
Let me know you love me.

On our little Island
Not a soul can see us.
Show me how to love you.
Teach me how to please you.
Lay your dreams beside me.
Only stars will listen
To our cries and whispers.
You were made to love me
And I was made to love you.
Keep your arms around me
Lose yourself inside me.
Make it last forever.

I can see the Island
Shining in the distance.
Now we're getting closer.
Keep your arms around me.
Oh now we're almost there.

Ooooh.
On our little Island
Not a soul can hear us.
Silently exchanging
Fantasies and feelings.
Endlessly exploring
Learning one another
'Till the morning finds us.
You were made to love me
And I was made to love you.
Keep your arms around me,
Lose yourself completely,
Make it last forever.

I can see the Island
Shining there before us.
Now we're getting closer
Just keep your arms around me.
Come my love...
We're there.

The Island
Barbra Streisand

sábado, março 11, 2006

É urgente escrever sobre o amor...

"Eu não sou um corpo que tem uma alma, sou uma alma que tem uma parte visível, chamada corpo. Durante todos estes dias, ao contrário do que podia imaginar, esta alma esteve muito mais presente. Não me dizia nada, não me criticava, não sentia pena de mim: apenas me observava.
Hoje, dei-me conta da razão por que isso acontecia: há muito tempo que não penso em algo chamado amor. Parece que ele foge de mim, como se já não fosse importante, e não se sentisse bem-vindo. Mas, se não pensar em amor, não serei nada.
Quando voltei ao Copacabana, no segundo dia, já era vista com muito mais respeito - pelo que percebi, muitas raparigas aparecem por uma noite, e não aguentam continuar. Quem vai adiante, passa a ser uma espécie de aliada, de companheira - porque pode perceber as dificuldades e as razões, ou melhor dizendo, a ausência de razões por ter escolhido este tipo de vida.
Todas sonham com alguém que chegue e as descubra como verdadeiras mulheres, companheiras, sensuais, amigas. Mas todas sabem, desde o primeiro minuto de um novo encontro, que nada disso irá acontecer.
Preciso de escrever sobre o amor. Preciso de pensar, pensar, escrever e escrever sobre o amor - ou a minha alma não aguenta."
in "Onze Minutos"
Paulo Coelho

Esta é uma folha do diário de uma prostituta. Fará todo o sentido querer falar de amor, quando o sexo é a sua profissão.
Mas seja prostituta, médica, empregada doméstica, advogada, professora, empregada de balcão...qual é o ser humano que não tem necessidade de pensar, escrever, falar sobre o amor? E porque é que é tão mais difícil falar ou escrever sobre o amor do que sobre sexo?
Talvez porque amar é sentir com a alma e sexo é sentir com o sexo...a alma não se alimenta de sexo.
...é bem mais fácil ter relações sexuais do que fazer amor!...
...é bem mais fácil falar de sexo do que falar de amor!...
...é urgente escrever sobre o amor!...

sexta-feira, março 10, 2006

Mensagem de Vida

“ Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso mas pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam e como disfrutaria um bom gelado de chocolate !
Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.
Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que eu ofereceria à Lua!
Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas...
Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida...não deixaria passar um só instante sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas. Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor.
Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar ! A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria de aprender a voar sòzinha. Aos velhos ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas foram as coisas que aprendi com vocês, os homens ! Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está em subir a encosta...
Aprendi que, quando um recém-nascido aperta, com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo de seu pai, o tem agarrado para sempre.
Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se...
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me irão servir realmente de muito, porque, quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer...”
Gabriel Garcia Marquez

Confesso que a minha disponibilidade mental para escrever algo, anda muito limitada. É bom...significa que as areias andam em movimento...o mar está revolto...o sangue corre nas veias...não sou mera espectadora...cresco...sim, estou a crescer...estou a viver...e quero que todos vocês vivam!...

quarta-feira, março 08, 2006

Pensamento do dia


"Vive cada dia como se fosse o último, porque um dia isso vai acontecer" - obrigada.
Por isso não desisto facilmente daquilo em que acredito...
hoje pode ser o último dia que tenho para o provar.
E, intensamente:
"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".
Fernando Pessoa

segunda-feira, março 06, 2006

Marés...


Sinto
Que a tempestade
Que assolou a minha vida
Custa a passar.
Sinto que o mar
De quando em vez
Tende a acalmar
Mas tem marés...
Ah! Tem marés
De vagas altas
Em que me sinto mergulhar.

Sonho com paz,
Maré vazia,
Tempo de calma.
Tranquilidade,
Doce embalar,
Sossego de alma.
Ondas quebradas
Doce espraiar.

Sei que consigo
Levar o barco
A porto seguro
Com tempestade
Ou tempo calmo.
Mas é tão duro...

Sonho contigo
Para partilhar.
Quem quer que sejas,
Meu confidente,
Amante ou amigo.
Tu hás-de ser
Âncora firme
Porto de abrigo.

sábado, março 04, 2006

"É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito"

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o espancaram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado e repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
"Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."

quinta-feira, março 02, 2006

O milagre da vida

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein

quarta-feira, março 01, 2006

Nas asas do sonho

Nas asas do sonho
desbravei o céu
rasguei a alma
senti a pele
desnudei-me

Nas asas do sonho
cheguei à Lua
cortei raízes
senti-me nua
entreguei-me

Nas asas do sonho
combati marés
matei fantasmas
senti
sucumbi

Nas asas do sonho
rompi ideais
imagens goradas
perdi os sinais
asas cortadas

Nas asas do sonho
voei e morri