terça-feira, fevereiro 21, 2006

O silêncio dos inocentes

É impossível. Fico completamente transtornada depois de ver uma reportagem cujas vítimas são as crianças. Eu sei que existe!... Eu sei…mas depois de ver, ouvir, sentir, sinto-me como uma barata tonta andar de um lado para o outro na esperança de que uma qualquer biqueira me esborrache contra um canto qualquer. Mesquinha, pequenina, qual grão de areia, uma partícula minúscula que nem o microscópio mais potente consegue vislumbrar. Cheia de sentimentos vis e mesquinhos, que existem em bruto nestas vítimas que nem sequer têm oportunidade de os mostrar a quem quer que seja. Ainda eu penso que se fizesse parte de uma qualquer instituição que salvaguardasse, protegesse, defendesse os menos favorecidos, os desprotegidos, etc., etc., me sentiria melhor.
No fim de uma reportagem destas eu queria era formar um pelotão de fuzilamento que só desse a sua tarefa como cumprida depois de acabar com os milhares de monstros que existem por este Mundo fora, que ao abrigo de uma quantidade infinita de argumentos, são perdoados depois de executarem crimes hediondos para os quais não existem argumentos.
Nem para as pessoas que encabeçam estes grupos de solidariedade consigo olhar. Pessoas que por certo dão o seu melhor, mas que não deixam de apresentar um ar muito soft e muito profissional, muito bem maquilhadas e que com um sorriso na cara, mostram a sua impotência ao tentar acompanhar os casos mais periclitantes (que me perdoem, mas nem para elas consigo olhar).
Só se salvaram nesta reportagem crianças que não deram a cara e que com 6 e 7 anos FALARAM e mostraram o que é ser uma criança que nasce do lado errado do limbo.
A impotência que sinto nestes momentos, momentos em que tiro a cabeça que mantenho enterrada na areia como a avestruz, faz-me também a mim sentir um dos seres mais hediondos existentes ao cimo da Terra.
F_ _ _ -se!!!!!!!!!!!!!!!!!!!