quarta-feira, fevereiro 08, 2006

A Falsa Liberdade

Uah! O primeiro choro de liberdade
De um ventre que me embalou
Uma nova etapa de felicidade
Para um Mundo que me tomou

Ei! Estou aqui! Cheguei...
Cedo pretendo me afirmar
Mas sou travada pela lei
Que prende e não me deixa soltar

Aprendo a andar e logo quero correr
Para um Mundo que me espera lá fora
Mas sinto as pernas a tremer
Ainda não chegou a minha hora

Anda devagar! Podes cair
Eleva-se a voz da razão
Cedo começo a sentir
Que esta fala mais alto que o coração

Nos anos vou tropeçando
Ao chão ficando agarrada
De repente acordo e grito
Vou viver a vida por todos desejada

Vejo então o Sol a brilhar
As estrelas a cintilar
Uma lua para amar
Um céu para contemplar

O Sol é o mesmo todos os dias
As estrelas cintilam mas não brilham
A lua ilumina as minhas fantasias
O céu envolve pessoas que não partilham

Uah! O meu grito de liberdade
Que depressa me sufocou
Meu Deus! Quanta crueldade
Um Mundo que me abriu os braços e me estrangulou!...

Setembro 1995

Porque será que independentemente das voltas que a vida dê, ou que eu dê à vida, sinto que vou sentir sempre este estrangulamento?!

1 Comments:

Blogger Nobody Knows said...

Parabéns, tudo o que disse é bem verdade há situações que nunca poderiamos prever, é a vida!

Boa continuação

2/21/2010 12:30 da tarde  

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