sexta-feira, fevereiro 24, 2006

O tempo não pára...


"Volta-se o rico para os prazeres da carne e a maior parte do mundo faz o mesmo. E não sem acerto, porque todas as coisas agradáveis devem ser tidas como inocentes, e até que se provem culpadas todas as presunções pendem a seu favor. A vida já é bastante penosa para que ainda a agravemos com proibições e obstáculos aos seus deleites; tão arisca se mostra a felicidade que todas as portas por onde ela queira entrar devem permanecer escancaradas.
A carne enfraquece muito precocemente - e os olhos olham com melancolia para os prazeres de outrora. Muito rápidamente todas as alegrias perdem a vivacidade - e admiramo-nos de como pudessem ter-nos interessado tanto. O próprio amor torna-se grotesco logo que atinge os seus fins. Guardemos o ascetismo para a estação própria - a velhice.
É este o grande drama do prazer; todas as coisas agradáveis acabam por amargar; todas as flores murcham quando as colhemos, e o amor morre tanto mais depressa quanto é mais retribuído.
Por isso o passado parece-nos sempre melhor que o presente; esquecemos os espinhos das rosas colhidas; saltamos por cima dos insultos e injúrias e demoramo-nos sobre as vitórias. O presente parece muito mesquinho diante de um passado do qual só retemos na memória o bom, e diante de um futuro que ainda é sonho.
O que alcançamos nunca nos contenta; «olhamos para diante e para trás em procura do que não está ali»; não somos bastante sábios para amar o presente do mesmo modo que o amaremos quando se tornar passado. Quando mergulhamos num prazer, o nosso olhar vai para longe - a felicidade ainda não está alcançada apesar de termos o deleite nos nossos braços.
Que mau demónio nos afeiçoou assim?"

Will Durant, in 'Filosofia da Vida'

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Conversa de fnal de dia

- Então J. como correu o dia?
- Uma seca. A professora de matemática é uma velha deficiente!
- J.! Então?!
- Oh mãe, é verdade.
- Mas diz-me uma coisa: não é essa que começou a dar aulas a semana passada?
- É.
- A que esteve de licença de parto?
- Sim.
- Velha?! Deve ser mais nova do que eu, não? Se acabou de ter um bébé...
- É, acho que sim.
- Então eu sou velha?
- Oh mãe, claro.
- Então e a avó?
- É uma velha média e a bisavó é uma velha, velha.
- Ok. Ainda me resta o consolo de ser uma velha nova.
- Pois, mas és velha.
- Bom, mas mudando de assunto: o que é que aconteceu?
- Estava a falar com o M. e ela vira-se para mim e diz: "Olha lá. Vê se te calas. Ou esse cabelo que tens só serve para tapares a cabeça oca?!". Mãe, ficou tudo a rir-se de mim...

Resultado: duas pessoas angustiadas - uma que não quer ser velha, não se considera velha, mas reconhece que já não tem 20 anos e isso causa-lhe alguma angústia e outra com o seu ego ferido pela forma como foi tratado e gozado numa sala de aulas (diga-se a abono da verdade que há expressões que não são as mais felizes...).

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

À lareira
















O fogo crepita
Ensurdecedor
Ardente
Arrebatador
Transporta
Imagens
Sombras
Ilusões
Em combustão
Em cinzas
Sensações
Baixa a chama
Diminui o calor
O fogo crepita
Com pouco vigor

terça-feira, fevereiro 21, 2006

O silêncio dos inocentes

É impossível. Fico completamente transtornada depois de ver uma reportagem cujas vítimas são as crianças. Eu sei que existe!... Eu sei…mas depois de ver, ouvir, sentir, sinto-me como uma barata tonta andar de um lado para o outro na esperança de que uma qualquer biqueira me esborrache contra um canto qualquer. Mesquinha, pequenina, qual grão de areia, uma partícula minúscula que nem o microscópio mais potente consegue vislumbrar. Cheia de sentimentos vis e mesquinhos, que existem em bruto nestas vítimas que nem sequer têm oportunidade de os mostrar a quem quer que seja. Ainda eu penso que se fizesse parte de uma qualquer instituição que salvaguardasse, protegesse, defendesse os menos favorecidos, os desprotegidos, etc., etc., me sentiria melhor.
No fim de uma reportagem destas eu queria era formar um pelotão de fuzilamento que só desse a sua tarefa como cumprida depois de acabar com os milhares de monstros que existem por este Mundo fora, que ao abrigo de uma quantidade infinita de argumentos, são perdoados depois de executarem crimes hediondos para os quais não existem argumentos.
Nem para as pessoas que encabeçam estes grupos de solidariedade consigo olhar. Pessoas que por certo dão o seu melhor, mas que não deixam de apresentar um ar muito soft e muito profissional, muito bem maquilhadas e que com um sorriso na cara, mostram a sua impotência ao tentar acompanhar os casos mais periclitantes (que me perdoem, mas nem para elas consigo olhar).
Só se salvaram nesta reportagem crianças que não deram a cara e que com 6 e 7 anos FALARAM e mostraram o que é ser uma criança que nasce do lado errado do limbo.
A impotência que sinto nestes momentos, momentos em que tiro a cabeça que mantenho enterrada na areia como a avestruz, faz-me também a mim sentir um dos seres mais hediondos existentes ao cimo da Terra.
F_ _ _ -se!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Conversa Matinal

Não sei se é por ser segunda-feira, se por estar um dia cinzento e chuvoso, se por ter fugido da habitual rotina, mas ele há conversas que me põem fora de mim…
Esta manhã, depois de deixar o filhote mais velho na escola, fui com o mais pequenito tomar um café. Eu, fui tomar café, o pequenito acompanhou-me…terá tempo, ou não, de se viciar na cafeína. Quando saía da pastelaria, cruzo-me com uma daquelas pessoas que me diz pouco ou nada. Uma entre as muitas que conhecemos porque, por um ou outro motivo, a vida faz questão que nós conheçamos. Vinha com os seus dois filhos – um “homem feito”, já com barba e com 1,90m no mínimo e um outro que deve ter mais ou menos 12 anos, mas ainda com um ar de bebé chorão que dá vontade de apertar as bochechas e fazer: cuchi – cuchi.
- Olá, bom dia. Tudo bem? – diz ela.
- Sim, tudo. E vocês?
- Olha, cá estamos para iniciar mais uma semana de trabalho.
- Pois...
- Este é o teu mais novo, não é?
- É. O mais velho já está a “trabalhar” ou a fazer por isso. Já tens “um homem” que te come a sopa na cabeça.
- É, e no 2º ano de engenharia.
- Hum!...O mais novo tem um ar tão calmo e tranquilo.
- Mas é graduado em artes marciais.
- Hum!...Bom, tenho que ir andando. Prazer em ver-te.
- Igualmente!...
Macacos me mordam se isto é conversa de mãe babada ou de alguém com um qualquer tipo de frustração que se realiza através dos “feitos” dos seus rebentos. Só me fez lembrar a anedota do “…por falar em busto de Napoleão…”!...
Há dias que não tenho mesmo pachorra nenhuma.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Afastar-se ou entregar-se...

"A paixão faz a pessoa deixar de comer, dormir, trabalhar, estar em paz. Muita gente fica assustada porque, quando aparece, derruba todas as coisas velhas que encontra.
Ninguém quer desorganizar o seu mundo. Por isso, muita gente consegue controlar essa ameaça, e é capaz de manter de pé uma casa ou uma estrutura que já está podre. São os engenheiros das coisas superadas.
Outras pessoas pensam exactamente o contrário: entregam-se sem pensar, esperando encontrar na paixão as soluções para todos os seus problemas. Depositam na outra pessoa toda a responsabilidade pela sua felicidade, e toda a culpa pela sua possível infelicidade. Estão sempre eufóricas porque algo de maravilhoso aconteceu, ou deprimidas porque algo que não esperavam acabou por destruir tudo.
Afastar-se da paixão, ou entregar-se cegamente a ela - qual destas duas atitudes é a menos destrutiva?
Não sei."

in "Onze Minutos"
Paulo Coelho

sábado, fevereiro 18, 2006

Pulsações

Desejo queima
Desejo é fogo
Fogueira de paixão
Tudo se esbate
Nada se ouve
É a dança do coração
Passa o sol
Passa a lua
Vem o dia
Vem a noite
Desejo que se arrasta
Contido
Incessante
Crescente
Rio que corre
Numa torrente
Mar que se espraia
suavemente
Oceano perdido
No horizonte
E este desejo louco
recorrente
Qual vulcão
Em erupção
Nada ouço
Só o bater do coração

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

O Sonho

Sonhar...momentos de prazer
Tudo parece tão real
Mas é como dar a um pobre de comer
Que fica esfomeado no final

É uma sensação de bem estar
Uma anestesia da mente
O sub consciente a revelar
Uma realidade ausente

A vida devia ser um sonho
Permanente, sem sofrimento
O tempo de que dispomos é curto
Curto demais para tanto desalento

Enquanto se dorme e se está acordado
Quanta loucura e quanta frieza
Tudo tão simples e tão complicado
Tanto contentamento e tanta tristeza

Acordei! A dor da realidade voltou
Tentei regressar onde tudo acabou
Mas o gosto amargo foi o que restou
De um sonho, que de sonho não passou!...

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

To be or not to be

Ele há dias…só me apetece bater-me. Tanta coisa que se pode fazer, que me pode revigorar o físico e a alma, tenho noção disso, e espero pelo dia seguinte porque hoje não dá jeito. Se isto não é ser burra, para além de muitos outros adjectivos que não me vou pôr a enumerar, é ser o quê?! E o pior é que no dia seguinte, repete-se o mesmo processo, e no outro, e no outro e ainda no outro…resumindo, um processo de há anos!

Mula ou Burro
· FILO: Chordata
· CLASSE: Mammalia
· ORDEM: Perissodactyla
· FAMÍLIA: Equidae
CARACTERÍSTICAS:
· Comprimento: cerca de 2,70m
· Altura: 1, 70m
· Peso: até 400 kg
· Tempo de vida: 40 anos

O único consolo que me resta é que o meu tempo de vida enquanto burra já terminou, o que significa que provavelmente, só provavelmente, amanhã não me molestarei e serei uma outra coisa qualquer...sim, porque hoje não dá jeito!...

terça-feira, fevereiro 14, 2006

É bom receber, mas dar...















O perfume sempre perdura na mão que oferece a rosa.
(Halda Béjar)

Tentativa gorada

Esta manhã quando levava o pequenito à escola, com o pretexto de que estava frio (não sei se era pretexto, porque estava mesmo frio) agarrou-se a mim e pediu-me para o abraçar porque tinha frio nas orelhas. Aconcheguei-o e perguntei-lhe se queria ser meu namorado. Ao que respondeu de uma forma indignada que não. Não me podia dar beijos "à namorado".
Que chatice!...Lá vou passar mais um dia sem uma flor, um convite para jantar entre muitas outras coisas...

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Passado Presente

S audades de uma vida que pertence ao passado
I nvadem a minha privacidade
N ão te tenho fisicamente ao meu lado
T erei um dia, numa outra cidade
O nde recordaremos um passado acordado

S into o vazio da tua presença
A nseei a mentira de uma verdade confirmada
U m dia todos teremos apenas a lembrança
D e uma vida curta demais para conseguir ser amada
A semente que depositámos na nossa esperança
D e alguém a quem ensinámos uma lição estudada
E mpenhados numa luta de perseverança
S emeando sementes de uma verdade estrangulada

T ens agora a paz que merecias
U sufruindo de um silêncio barulhento mas calado
A mbos sabemos que todos os dias
S ão iguais às noites em qualquer lado

C ompanheiro sim, mesmo agora estás presente
O uço a tua respiração, sinto o teu coração
M andas-me beijos soprando na tua mão quente
Pálido, correndo nas veias o sangue em ebulição
A guardando um gesto de amor, carente
N ão te abandono, estás no meu coração
H á seis anos, num cantinho que te reservei eternamente
E s e serás sempre alguém que me dá a mão
I nundando-me de alegria por te ter conhecido, tão somente
R ecordações que não se apagam pela simples ausência
O ntem é hoje, amanhã completamos o percurso de uma existência!

Passados 10 anos continuo a sentir precisamente o mesmo...deduzo (erradamente ou não) que os sentimentos verdadeiros são eternos!...

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Fábula

A vaquinha

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fa-zer uma breve visita...
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar: sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas...
Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:
- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nos vendemos ou trocamos na ci-dade vizinha por outros gêneros alimentícios e a outra parte nos produzimos queijo,coalhada, etc... para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu pela informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora.
No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:
- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali a frente e empurre-a, jogue-a lá embaixo.
O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, ate que, um belo dia,ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar aquele mesmo lugar e contar tudo aquela família, pedir perdão e ajudá-los.
E assim o fez. Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algu-mas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginan-do que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver.
"Apertou" o passo e, chegando lá, foi logo recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos.
O caseiro respondeu:
- Continuam morando aqui.
Espantado, entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
- Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida?
E o senhor, entusiasmado, respondeu:
- Nos tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora...

O dia para ser feliz é HOJE. Se por acaso tem alguma vaquinha ou outro animal afim, livre-se dele.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Rotinas















Vivi cerca de 17 anos na mesma zona. Fazia de um supermercado o que normalmente se faz da mercearia do Sr. Jaquim. Nunca me habituei a fazer lista de compras...estava sempre tudo tão à mão. Faltava a folha de louro, o limão, a salsa...não ia à célebre vizinha, porque não tinha, mas fazia do tal dito supermercado, a vizinha, o Sr. Jaquim ou uma qualquer outra figura que se enquadre nesta "linha".
Hoje, tenho uma certa dificuldade em me organizar de forma a fazer uma lista de compras para me abastecer ao fim de semana e lidar com a falta do limão que de repente deixou de existir. Pior...tendo consciência que aquele local é um dos mais caros para se fazerem compras, continuo a lá ir. Perco imenso tempo num outro local qualquer.
Quebrar uma rotina, seja ela qual for, é tão difícil...
Mas pior que uma rotina, é quebrar posturas que se foram criando, com as quais não concordamos, temos consciência delas, e é tão difícil...

Silêncio



O silêncio...

Também ele...

Pode ser ensurdecedor...

E levar à loucura...

A Felicidade multiplica-se quando se divide












Para uma pequena grande mulher.
Gosto muito de ti e tu sabes isso!...
"Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara".

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

A Falsa Liberdade

Uah! O primeiro choro de liberdade
De um ventre que me embalou
Uma nova etapa de felicidade
Para um Mundo que me tomou

Ei! Estou aqui! Cheguei...
Cedo pretendo me afirmar
Mas sou travada pela lei
Que prende e não me deixa soltar

Aprendo a andar e logo quero correr
Para um Mundo que me espera lá fora
Mas sinto as pernas a tremer
Ainda não chegou a minha hora

Anda devagar! Podes cair
Eleva-se a voz da razão
Cedo começo a sentir
Que esta fala mais alto que o coração

Nos anos vou tropeçando
Ao chão ficando agarrada
De repente acordo e grito
Vou viver a vida por todos desejada

Vejo então o Sol a brilhar
As estrelas a cintilar
Uma lua para amar
Um céu para contemplar

O Sol é o mesmo todos os dias
As estrelas cintilam mas não brilham
A lua ilumina as minhas fantasias
O céu envolve pessoas que não partilham

Uah! O meu grito de liberdade
Que depressa me sufocou
Meu Deus! Quanta crueldade
Um Mundo que me abriu os braços e me estrangulou!...

Setembro 1995

Porque será que independentemente das voltas que a vida dê, ou que eu dê à vida, sinto que vou sentir sempre este estrangulamento?!

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Agradecimento

Fiquei inicialmente sem palavras...mas era impossível não responder a esta grande mulher, de seu nome Ana com quem tive o prazer de cruzar há algum tempo. Obrigada por teres acreditado em mim como pessoa e me teres dado a força necessária para aos poucos também eu acreditar em mim. A coragem que fui conquistando dia após dia, devo-a em grande parte a ti.
Obrigada (uma palavra singela revestida de toda a grandeza quando é dita de mim para ti, e tu sabes isso).

Links

Engraçado...acabei, depois de andar a bater com a cabeça nas paredes, de colocar dois links no blog. Estes são particularmente especiais para mim pelo que representam na minha vida. Blogs que acompanho, entre muitos outros, no meu dia-a-dia.
O engraçado é que ambos começam por "meia"...
Será alguma chamada de atenção, tipo, só consigo viver a vida a metade?
Será que pelo facto de me sentir incompleta busco a outra metade?
Será pelo facto de detestar passajar meias? (aliás, nem sei...)
Meia?!...
É provável que haja uma explicação e prometo que se a encontrar faço questão de esclarecer...
Aproveito para pedir desculpa pela ousadia às suas "donas"...espero que não me levem a mal!

À beira mar

Há pouco fui até à beira mar. É...moro e trabalho à beira mar...
Gostava de interiormente estar calma e serena como ele.
Mas a vida tem muitas marés. Ah, se tem...
Ora apanhamos as ondas e nada nos impede de sorrir.
Ora somos embrulhadas nelas e torna-se difícil vir à superfície respirar.
Mas há mais marés que marinheiros.
Embora os sorrisos tenham as mais diversas formas e feitios, todos eles têm a mesma origem - a felicidade. E esta existe nas pequenas coisas. É a essas que tenho que me agarrar: um belo passeio numa praia deserta, um gelado partilhado numa qualquer esplanada à beira mar, um pôr do sol encantado, uma mão que se entrelaça na nossa, um olhar que nos despe por inteiro, um sorriso que nos enche a alma...pequenas coisas?! Não!...Estas são pequenas grandes coisas
que dificilmente se conquistam e facilmente se evaporam...

Sou bébé

Estes são os primeiros passos por aqui, como "autora" de qualquer coisa, ainda não sei bem o quê...
Escreverei ao correr da pena.
Folhas soltas.
Momentos, divagações, pensamentos, partilha, sei lá...grãos de areia que todos os dias nos batem e de alguma forma constroem as dunas, pilares da nossa vida!...
Fiquem bem.
Beijos