quarta-feira, janeiro 07, 2015

ENCONTRO




Procuro palavras
E não encontro
Procuro momentos
Que te possam dizer
O que sinto bem cá dentro
Mas não encontro
Procuro sinais
Marcas no meu corpo
E não encontro
Porque será que não encontro?

Onde estás tu meu Amor?

Quem me faz sorrir
Quem me faz sonhar
Vibrar, delirar, chorar, gritar
Sofrer, querer, temer, morrer
Onde estás tu?
Porque será que não te encontro?

Então, perguntei-me a mim, e…

Vives em mim
És parte de mim
Tatuada em minha alma
Pintada no meu coração
Cravada nas minhas entranhas
Encontrei-te
Em mim
Sim

sexta-feira, dezembro 13, 2013

VIAGEM


Foge-me o chão, o ar escasseia
Faltam-me as amarras
Sinto-me vazia de tanto me sentir cheia
Existe um nó emaranhado
Que quero desatar
Necessito soltar
As grades do meu alento
Fonte do meu alimento
Sinto falta de mim
Sufoco-me num ar rarefeito
Preciso partir
Ir
Comigo

quarta-feira, março 20, 2013

Fragmentos

 









Nostalgia
Às vezes bate
Não tem que ser de tempos bons
Não tem que ser de tempos maus
Não tem que ser
Bate simplesmente
Talvez porque tenhamos a cabeça cheia
Talvez porque tenhamos a cabeça vazia
Talvez porque não queremos pensar
Talvez porque estejamos fartos de pensar
Nostalgia é nostalgia
A vida engole-nos
O dia a dia suga-nos
A noite transporta-nos
O dia leva-nos
Às vezes paramos e…
Somos
Fragmentos
Tão simplesmente

quinta-feira, maio 17, 2012

Geometria

Recta é uma linha sem princípio e sem fim que se mantêm sempre na mesma direcção e se representa por uma letra minúscula.

Rectas paralelas, são rectas que por mais que se prolonguem nunca se encontram, mantêm a mesma distância e nunca se cruzam.

Rectas concorrentes, são rectas que se cruzam num ponto.

Rectas perpendiculares, são rectas concorrentes que se cruzam num ponto formando entre si ângulos de 90º ou seja ângulos rectos.

Eu pessoalmente gosto mais de linhas - o movimento de um ponto origina uma linha; consoante o tipo de movimento e a direcção que o ponto toma ao deslocar-se, criam-se vários tipos de linha:







quinta-feira, janeiro 05, 2012

O meu jardim




F lores plantadas no meu coração

L irios que dão cor à minha vida

O rquideas que afogam a minha saliva

R osas que preechem o meu olfacto

E strelicias que desafiam o meu tacto

S onhos sonhados...em canção



E nlace...



F rutos tatuados em mim

R omãs são teus lábios vermelhos

U vas são teus irresistiveis seios

T oranjas teu olhar suculento

A nanases teu mistério sedento

S onhos sonhados...contigo, SIM!...

terça-feira, outubro 18, 2011

Frases feitas



O povo é soberano. Existem um montão de frases feitas que são inquestionáveis...afirmações inabaláveis...verdades irrefutáveis. Hoje lembrei-me de uma: para morrer só é preciso estar-se vivo. Haverá algo que possa deitar esta frase feita por terra? Não me parece.

Ocorreu-me uma outra: para viver só é preciso estar-se vivo. Pois...mais uma verdade inabalável. Aliás...as duas estão interligadas. A diferença é que a morte é a morte. Ainda que possa ser encarada de maneira diferente para cada um de nós, o fim de final ou o início de algo, a morte é quando o nosso corpo termina as suas funções nesta vida terrena, a que conhecemos.

Quanto a viver-se porque que se está vivo...ui...muito mais complicado. O que para mim pode significar Viver, para outro pode ter um significado completamente diferente. Depende de valores, conceitos, filosofias, objectivos, etc, etc...

Mas o importante, pelo menos para mim, é que convém, alguns dias pelo menos, dar-mo-nos conta de todas as coisas boas que temos na vida e não valorizamos, melhor dizendo, nem sempre damos o devido valor. E que quando conseguimos parar do reboliço, da correria, do stress, das obrigações, das dependências...consigamos dar conta que tudo o que é verdadeiramente importante para o nosso equilíbrio, para o nosso bem estar, transformamos em "dados adquiridos". E como "dados adquiridos" que são, não valorizamos convenientemente...é algo que está ali...está presente...é nosso...não falta...para quê "perder tempo" com o que temos?!...

Pois, é isso mesmo. Devemos usar todo o tempo possível com o que nos faz minimamente felizes. Porque se um dia perdermos essa felicidade, presumo que será difícil perdoar-mo-nos...quando ao fazermos uma retrospectiva dermos conta do quanto ausente estivémos para o que tínhamos, em detrimento do que não tínhamos...e da corrida que fazemos diariamente para cumprir com as exigências da vida, quando a maior exigência da vida é VIVER e tentar que todos os dias sejamos menos infelizes do que no dia anterior.

Lá diz o povo, que nisso é soberano: o Amor é como uma planta; quando não se rega, murcha. E o Amor, na sua verdadeira amplitude, é a essência da nossa existência.

Façam o favor de ser Felizes!... :)

terça-feira, agosto 24, 2010

Tenho sede


Sede do teu néctar
Que bebo do teu olhar
Me alimenta a alma
Vicia-me sem me saciar

Sede da tua energia
Obtida no teu regaço
Envolvida num cheiro a maresia
Que me liberta o cansaço

Sede da tua paz
Obtida nos teus abraços
Nada mais me apraz
Que me abandonar em teus braços

Sede da tua magia
Em que sonhar é real
Transportas-me noite e dia
Para um Mundo ideal

Sede de tu meu amor
Que me preenches e completas
Que fazer a tanta sede?
Beber…beber…beber-TE!

terça-feira, agosto 17, 2010

:)


Hoje é indubitavelmente um dia muito feliz. Apesar do trabalho que é mais que muito e que num outro dia qualquer me absorvia por inteiro, hoje dou por mim, sem querer, a sorrir, porque as memórias e recordações surgem sem que eu "chame" por elas...é tão bom ter-te na minha vida, pequenino...obrigada!...

quinta-feira, maio 06, 2010

Fins de Semana "RE"

(imagem tirada daqui: http://www.esquizopedia.com)

Esta semana, à semelhança das outras, não traz rigorosamente nada de novo. O sufoco habitual das pressões horárias, obrigações profissionais, domésticas e pessoais e aquela sensação quando se chega ao final do dia - ufff!...mais um...e quando faço um rewind pergunto-me: onde andaste tu? E o facto é que eu, euzinha, euzinha mesmo, não tive tempo para mim...fui um robot, programado para cumprir tarefas ao longo de 15 horas aproximadamente e quando paro é para ligar o robot à corrente porque no dia seguinte tem que ter a bateria carregada para mais uma jornada.

Ainda que no essencial as semanas sejam similares, há umas que correm melhores que outras. E só posso atribuir essa pequena grande diferença aos fins de semana mágicos. Aqueles que nos revigoram, nos rejuvenescem, nos recarregam, nos re...re...re...uma série de coisas. E que o próximo fim de semana "RE..." venha depressa!...


Façam o favor de ser felizes!...

quarta-feira, abril 21, 2010

Sem paciência


Há dias que não tenho paciência nenhuma...nem para me aturar...

segunda-feira, abril 19, 2010

Escapa-se entre os dedos...

A vida é curta demais
Para se perder tempo
A pensar no que se poderia ter feito
E não se fez!...

sexta-feira, março 12, 2010

Pensando...repensando...nó!...

O fim último da vida

"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.

Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.

Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.

Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.

Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"


João Pereira Coutinho - jornalista


Ainda que eu sempre diga e reafirme com toda a veemência que o que mais desejo para eles é que sejam felizes (pouco me importa que sejam pedreiros ou doutores, desde que sejam felizes - e isto é dito com alma, não da "boca para fora), o facto é que de certa forma me incluo neste "rebanho"...ainda que não deseje que cortem a meta em primeiro, eles estão numa pista de atletismo onde pretendo que cheguem ao fim - a diferença é que não me importo que cheguem em último, quero simplesmente que cheguem...

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Poderosos


Ontem, ao cruzar-me com um ex-colega de trabalho, troquei meia dúzia de dedos de conversa e de facto reafirmo, algo que sempre acreditei, acredito e acreditarei:

A nossa vida é aquilo que fazemos dela. Se nos sentamos calmamente aguardar que o bem estar, a felicidade, a paz de espírito, o sorriso, o olho brilhante…venham ter connosco…bem que podemos “esperar sentados” para não nos cansarmos muito. Se aguardarmos serenamente que o que está à nossa volta faça isso por nós, bem que nos podemos deitar e adormecer para não sentirmos os dias a passar.

Apesar da insignificância a que somos reduzidos perante um Universo tão grandioso e que nos transcende, não nos foi retirada a grandeza de traçarmos o nosso caminho. E não venham com a história de que “não é bem assim…” porque é “assim mesmo”!...

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Viver

Passado...presente...futuro...passado...presente...futuro...
Presente, definitivamente!...
Ontem...hoje...amanhã...ontem...hoje...amanhã...
Hoje, definitivamente!...
Há pouco...agora...daqui a pouco...há pouco...agora...daqui a pouco...
Agora, definitivamente!...

Só assim é possível estar em sintonia com o Universo!...

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Na ponta dos meus dedos


Eu sei, eu sei...quer dizer...não sei, mas acredito piamente que a roupagem a que chamamos corpo não passa disso mesmo...o guarda roupa desta passagem a que denominamos vida. Isso leva-me a pensar a falta que vou sentir de um dos maiores prazeres que tenho enquanto ser terreno: em palmilhar cada centímetro da tua pele na ponta dos meus dedos e ser invadida por um leito de prazer que me aquece, me ilumina, me renova, me preenche, me deleita...

Se tivesse que fazer uma analogia simbólica diria: é o pote de ouro que encontrei no final do arco-íris!...

quarta-feira, setembro 03, 2008

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domingo, agosto 31, 2008

...

Ainda que...uma série de coisas que agora não interessam nada...
...sou imensamente feliz...

quarta-feira, junho 18, 2008

Qual o orgão que nos dá a "visão"?!...:)


Vemos o que queremos ver
E quando vemos o que não queremos
Cegamos e só vemos
O que não existe para se ver
P.S. - Quem estiver cego que abra os olhos... :)

domingo, maio 11, 2008

Se amar de verdade...

Se amar de verdade
É adormeceres em silêncio
Mergulhada nas palavras moucas
Enroscada no corpo da paz

Se amar de verdade
É quando não dás por adormecer
Envolvida nos braços do amor
E no paraíso te sentes a viver

Se amar de verdade
É quando acordas sozinha
Sorrindo para o vazio preenchido
E dizeres: bom dia, meu amor!

Se amar de verdade
É acordares acompanhada
Sorrindo por seres feliz
E sentires-te a mulher mais amada

Se amar de verdade
É sentires a alma acompanhada
O teu corpo envolto num ninho
Mesmo quando estás no meio do nada

Se amar de verdade
É sentires que a vida que tens
É curta demais para tanto amor
Nunca chegando para o viveres

Se amar de verdade
É quereres envelhecer
Num banco à beira mar
De mãos dadas cantando a mesma canção

Se amar de verdade
É sentires falta de ti

Então...


Eu amo-te de verdade

sábado, abril 05, 2008

Adoro


Adoro o cheiro dos lençois lavados
Perfumados
Esticados e enrolados
Em dois corpos lavados
nos suores salgados

Adoro o cheiro da terra molhada
Encharcada
Árida e impregnada
De lágrimas salgadas
Das almas apaixonadas

Adoro o cheiro da maresia
Anestesia
Intenso noite e dia
Perdidos na heresia
De amantes em sintonia

Adoro o teu cheiro
De cachorra no cio
Sem timoneiro
À deriva no rio
Ansiando-me como barqueiro

Momentos repletos de cheiros
Amores completos
Amores perfeitos